Quilombolas ocupam a sede do Incra, em Belo Horizonte

Representantes de quilombolas do estado ocuparam a sede do Incra, na capital.

Cerca de 150 integrantes das comunidades quilombolas estão no prédio desde o início da manhã. Eles reivindicam a publicação de portarias reconhecendo o território das comunidades que já possuem o relatório técnico de identificação e delimitação concluído pelo Incra. Além disso, eles pedem agilidade nos processos de regularização.

No auditório do instituto, os integrantes tocaram e fizeram danças típicas. A manifestação é pacífica. Durante todo o dia vários setores do Incra não funcionaram.

De acordo com a assessoria do Incra, o superintendente do instituto, Gilson de Souza, deve se reunir logo mais com os manifestantes para tentar resolver a situação.

Clique aqui para assistir ao vídeo do MGTV 2ª Edição, da Globo Minas:

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1170305-7823-REPRESENTANTES+DE+QUILOMBOLAS+OCUPARAM+A+SEDE+DO+INCRA+EM+BH,00.html

Fonte: GloboMinas.com – http://globominas.globo.com

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Sobre GT RTQ-MG

Grupo de Trabalho sobre Regularização de Territórios Quilombolas de Minas Gerais.
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Uma resposta para Quilombolas ocupam a sede do Incra, em Belo Horizonte

  1. Barbara disse:

    Ricardo, quando avalio uma nota dessa, procuro fazer uma análise do ponto de vista da semiótica e de todo histórico que a grande imprensa sempre trabalhou em relação às comunidades quilombolas.

    Observe que os títulos e retrancas (quando há) sempre colocam as comunidades quilombolas em primeira pessoa. Dificilmente se v~e um título, por exemplo, assim: “Incra não titula território quilombola” ou “Governo atrasa titulação de quilombolas em Belo Horizonte”.

    Na verdade, temos sempre as comunidades em primeira pessoa. O que, por uma lado, é bom, pois coloca em evidência o espaço que os afrodescendentes têm direito. Entretanto, isso é claro para nós, militantes da causa. Para os telespactadores, principalmente os que detém interesse político, econômico e latifundiário, e até mesmo os que não têm informação suficiente para falar sobre povos tradicionais, absorvem a matéria com elevado teor preconceituoso.

    Observe que no final da matéria – por mais que seja explicíto a manifestação pacífica -, o telespectador se depara com uma frase forte: “durante todo o dia, vários setores do Incra não funcionaram”. O impacto de uma informação dessa, para um telespectador comum é: os quilombolas fazem manifestação, ocupam e não deixam o Incra trabalhar.

    A minha crítica em relação a reportagens televisivas é em relação à estrutura da matéria e como a linguagem corporal é composta e casada com a fala da reportagem.

    Gosto muito de amadurecer as críticas em relação ao assunto. O meu trabalho de conclusão de curso foi sobre este assunto, em especial voltado para as organizações Globo.

    Conhece esse manifesto? http://www.koinonia.org.br/oq/dossies_detalhes.asp?cod_dossie=2

    Bom, agora volto um pouco as minhas atenções sobre as comunidades quilombolas e o avanço que esse povo tradicional tem em relação à divulgação por meio da internet. É estudar a relação grande mídia e avanços da comunicação nas comunidades quilombolas com o advento da internet.

    Enfim, vamos trocando idéias. É sempre muito bom debater o assunto.

    Repare que no link que vc mandou a palavra invasão é usada. E nem tiro a sua argumentação em relação ao uso perjorativo dela. Mas, em menos tempo, o jornalista conseguiu expor que os quilombolas sofrem com ameaças – até de morte – de grandes fazendeiros. Diferente da outra, essa matéria mostra uma posição do Incra, que vai buscar respostas em Brasília.

    É, companheiro, a luta é devagar, mas é permanente. E isso é importante.

    Abraços.

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